terça-feira, 2 de março de 2010

As guias do IPTU e o ilusionismo da PBH

Regiões nobres mais pobres em qualidade de vida

Por: Marcelo Marinho Franco - Presidente da União das Associações de bairros da Zona Sul de Belo Horizonte

Ilusionismo é definido como a arte de criar ilusão por meio de artifícios e truques. Se observarmos, atentamente, as guias do IPTU-BH de 2010, concluiremos que as técnicas para criar uma ilusão de realidade foram manejadas com rara eficiência.

Consideremos a linha onde consta o Valor redutor legal - 2010. Não existe um simples asterisco para esclarecimento no pé da guia. A tendência natural das pessoas é acreditar tratar-se de um abatimento no valor calculado do imposto devido a um motivo qualquer – depreciação do imóvel, benevolência da municipalidade ou razões desconhecidas. Na verdade, aquele valor é a metade da diferença entre o imposto calculado em 2010 e o imposto pago em 2009. O aumento foi rateado em duas parcelas. No próximo ano, ele virá inteiro. Portanto, muitos que calcularam um aumento de imposto de 40%, por exemplo, e acharam que não estava demais, na realidade terão 80% de reajuste, metade neste ano e a outra metade em 2011. Mandrake não teria feito melhor.

Como se sabe, o IPTU é calculado sobre o valor venal do imóvel que, por sua vez, é a soma de duas parcelas: o valor do terreno e o da construção. Para engordar o imposto, a Prefeitura criou uma curiosa classificação acoplada ao tipo de acabamento da construção. Para casas tem-se CA1, CA2 e CA3, conforme a região em que se situam, se menos ou mais nobre. Para apartamentos, funciona de maneira semelhante. É certo que o valor de um lote é influenciado pela sua localização. No entanto, o custo da construção por m2 é função do seu acabamento e será basicamente o mesmo para condições semelhantes de topografia, independentemente da região em que se situa. De fato, o custo do cimento, do tijolo, das ferragens, da mão-de-obra será o mesmo nas Mangabeiras ou no bairro São Geraldo. Mas, no cálculo do IPTU, para um mesmo tipo de acabamento, há variação para cima no custo por m2 em bairros considerados nobres, o que constitui uma grave incorreção. A valorização já se faz presente no valor do terreno e não pode ser considerada duas vezes. Trata-se de uma questão a ser discutida nos tribunais.

As faladas regiões nobres da cidade receberam o maior impacto do aumento do IPTU, registrando casos de reajustes superiores a 150%. Ironicamente, não se vêem nelas investimentos municipais que os justifiquem. Ao contrário, a região sul assiste a um crescimento galopante do número de arranha-céus, com o aval da municipalidade que os libera. Os reflexos no crescente congestionamento do tráfego são patentes, além dos efeitos danosos sobre o clima. Essa região está cada vez mais pobre do que nobre quanto à qualidade de vida.

Fonte: O Tempo

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

AMAGOST orienta sobre o IPTU de 2010

Você já deve ter recebido a guia para pagamento do IPTU 2010. Se você tiver dúvidas sobre o valor aplicado do seu imposto, procure esclarecimentos. A AMAGOST contratou advogado tributarista para auxiliar e orientar os associados. Para os condomínios e empresas associadas à AMAGOST, o acompanhamento é gratuito. Os moradores do bairro, não associados, que desejarem utilizar de nossa estrutura para este serviço, podem entrar em contato com a AMAGOST através do site www.amagost.org.br ou pelo telefone 2511-7542.

Há condições especiais na lei para aposentados, pessoas doentes e /ou pessoas que realmente não tem condições de pagar o IPTU. Por isso,  um conselho: NÃO ENTRE NA JUSTIÇA ANTES DE CONSULTAR UM ESPECIALISTA NO ASSUNTO!

Para agilizar o atendimento informe através do site da Amagost o nome do prédio, ou do estabelecimento, o número de inscrição no IPTU e o valor cobrado em 2009 e 2010.  Deixe o seu contato e se desejarem participem do blog sobre o IPTU.

Atenciosamente,

André T. Gontijo

Presidente da AMAGOST

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Novo IPTU - informações úteis

A Prefeitura de Belo Horizonte começou na segunda-feira, 4 de janeiro, o envio das guias do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2010,  já com modificações nos valores. Como auxílio aos contribuintes, a AMAGOST selecionou algumas informações:

Prazo para reclamações: 5 de fevereiro.

Número do "Disque IPTU": 156.

Postos de Atendimento para a Região Centro-Sul:

  • Antigo Colégio Imaco, no Parque Municipal, Centro
  • Prédio da antiga FAFICH (UFMG), na Rua Carangola, 288, Santo Antônio.

Descontos:

  • Desconto de 7% para quem quitar o IPTU ou pagar pelo menos duas parcelas até 20 de janeiro.
  • Desconto de 50% para imóveis com o valor de até R$ 80.000,00, nos casos de: portadores de doenças graves, aposentados e pensionistas que possuam apenas um imóvel (onde morem por pelo menos 5 anos) e cuja renda familiar não ultrapasse três salários mínimos (R$ 1.530,00). Os aposentados e pensionistas devem ter, no mínimo, 60 anos. (Projeto de Lei 833, aprovado pela Câmara Municipal em dezembro de 2009.)
  • Isenção da taxa para imóveis tombados por qualquer instituição pública de proteção do patrimônio, desde que estes obtenham laudos favoráveis sobre suas condições de manutenção e proteção. Este benefício deve ser requido à Rua Estevão Pinto, 601, Serra, ou em qualquer outro ponto de atendimento de IPTU.

Informações:

A Prefeitura disponibilizou o serviço "Disque IPTU" (número 156) para sanar dúvidas. Mas podemos esclarecer algumas das mais frequentes:

Vencimentos:

Quitação ou pagamento de duas ou mais parcelas: até o dia 20 de janeiro. O vencimento da próxima parcela, sem desconto, será em 15 de fevereiro. As demais vencerão nos dias 15 (ou dia útil subsequente) de cada mês.

Onde pagar:

Bancos credenciados e agências lotéricas conveniadas com a Caixa Econômica (para esta opção, valor máximo de R$ 999,99).

Índice cadastral:

É o número do imóvel para a Prefeitura.

É composto por: três algarismos para o bairro (zona); três para a quadra (podem estar acompanhados por uma letra); três para o lote (podem estar acompanhados por uma letra); três para a unidade - acompanhados pelo número de controle.

Diferenças de valor entre vizinhos:

Caso isto ocorra, devem ser conferidos os dados dos dois imóveis (em suas guias). Havendo erro, deve ser feita a atualização do cadastro na PBH, através de pedido de revisão.

Como pedir revisão:

Dirigindo-se a um posto de atendimento da sua região (postos citados acima).

Compreendendo o valor:

É importante conferir se o valor venal do imóvel está condizente com seu valor de mercado.

Pagar após pedir revisão:

É possível pedir revisão da taxa e, logo após, pagá-la (inclusive tendo direito ao desconto para quitação dentro do prazo). Se o pedido for deferido, o contribuinte pode pedir a devolução do dinheiro pago a mais, via processo administrativo de restituição.

Débitos anteriores:

Quem deixou de pagar IPTU(s) cobrado(s) em ano(s) anterior(es) deverá pegar uma nova guia de pagamento. Pode também parcelar seu débito em uma das administrações regionais.

Fontes: PBH e jornal Estado de Minas

Isto é apenas o início do post. Clique no título para ler o texto completo ou para entrar no blog e descobrir outras informações úteis.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O IPTU do bairro gera questionamentos.

O aumento da taxa de IPTU anunciado para 2010 é, sem dúvida, um dos assuntos que comandaram as conversas em Belo Horizonte nos últimos meses.
A insatisfação dos moradores é justificada não apenas pelos valores a serem pagos. A maneira com que as mudanças foram anunciadas motivou reclamações dos cidadãos. Muitos deles consideram que o dinheiro arrecadado não é usado de maneira integral em benefício dos moradores da cidade. Esta e outras opiniões foram externadas na reunião do CONSEP-5, realizada no dia 24 de novembro.
A AMAGOST esteve presente no encontro entre lideranças, no qual seu presidente André Gontijo ressaltou a importância de mais diálogo e explicações sobre os aumentos desejados pela Prefeitura. De acordo com ele, é difícil entender como foram feitas as contas para se chegar aos percentuais de reajuste. Estes variam não apenas conforme diferentes regiões, mas também de acordo com o tipo de imóvel (casas ou apartamentos) - e a soma dos reajustes compõe um conjunto confuso.
Também presente à reunião do CONSEP-5, o vereador Paulo Lamac defendeu a medida. A explicação dada por ele é a de que, nos últimos anos, o IPTU cobrado em BH não teve os reajustes necessários. Desta forma, agora o prefeito Márcio Lacerda está buscando sanar o problema. O aumento dos valores não fará com que nossa cidade destoe das outras grandes capitais brasileiras, mas sim chegue a um patamar de
arrecadação já existente nestas. Outro aspecto destacado por Paulo Lamac foi o de que uma grande parte dos imóveis de Belo Horizonte não sofrerá aumento da taxa, ou terá um acréscimo apenas simbólico.
Conforme foi anunciada na edição de dezembro de O SANTO AGOSTINHO, haverá reunião entre a AMAGOST e a AMALOU (Associação dos Moradores e Amigos do Bairro de Lourdes) para a tomada de decisões sobre o tema.
Este encontro ocorrerá logo após a publicação oficial do aumento do IPTU.