sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
O IPTU do bairro gera questionamentos.
O aumento da taxa de IPTU anunciado para 2010 é, sem dúvida, um dos assuntos que comandaram as conversas em Belo Horizonte nos últimos meses.
A insatisfação dos moradores é justificada não apenas pelos valores a serem pagos. A maneira com que as mudanças foram anunciadas motivou reclamações dos cidadãos. Muitos deles consideram que o dinheiro arrecadado não é usado de maneira integral em benefício dos moradores da cidade. Esta e outras opiniões foram externadas na reunião do CONSEP-5, realizada no dia 24 de novembro.
A AMAGOST esteve presente no encontro entre lideranças, no qual seu presidente André Gontijo ressaltou a importância de mais diálogo e explicações sobre os aumentos desejados pela Prefeitura. De acordo com ele, é difícil entender como foram feitas as contas para se chegar aos percentuais de reajuste. Estes variam não apenas conforme diferentes regiões, mas também de acordo com o tipo de imóvel (casas ou apartamentos) - e a soma dos reajustes compõe um conjunto confuso.
Também presente à reunião do CONSEP-5, o vereador Paulo Lamac defendeu a medida. A explicação dada por ele é a de que, nos últimos anos, o IPTU cobrado em BH não teve os reajustes necessários. Desta forma, agora o prefeito Márcio Lacerda está buscando sanar o problema. O aumento dos valores não fará com que nossa cidade destoe das outras grandes capitais brasileiras, mas sim chegue a um patamar de
arrecadação já existente nestas. Outro aspecto destacado por Paulo Lamac foi o de que uma grande parte dos imóveis de Belo Horizonte não sofrerá aumento da taxa, ou terá um acréscimo apenas simbólico.
Conforme foi anunciada na edição de dezembro de O SANTO AGOSTINHO, haverá reunião entre a AMAGOST e a AMALOU (Associação dos Moradores e Amigos do Bairro de Lourdes) para a tomada de decisões sobre o tema.
Este encontro ocorrerá logo após a publicação oficial do aumento do IPTU.
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